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Pastor decide se afastar do púlpito para combater “pecado do orgulho”

Todd Wagner reconheceu que deixou de ouvir sua equipe de liderança.

O pastor Todd Wagner, da Watermark Community Church, em Dallas, no Texas (EUA), igreja que ele fundou há duas décadas, decidiu se afastar do púlpito para combater o que chama de “pecado do orgulho”. Wagner enfatizou que pecado de um pastor não precisa ser “escandaloso” para justificar uma saída do púlpito e que sua decisão é temporária.

“Pela primeira vez em 20 anos, estou me afastando do que costumo fazer para poder fazer o trabalho árduo. Portanto, não fique procurando algum escândalo. Nem pense que isso é escandaloso. O que é escandaloso é quando um cristão brinca, ignora ou dá boas-vindas ao pecado, respeitável ou não”, disse Wagner à sua megaigreja.

Ele disse que o orgulho mata e que ouviu os amigos que lhe descreveram sobre esse comportamento e por isso decidiu se afastar, após ter conversado com os anciãos da igreja. O pastor explicou que não é o tipo de pessoa que só pensa em si ou que se aplaude em frente ao espelho.

“Agradeço a Deus por ter amigos para me ajudar. O orgulho mata. E  eu descreveria o que os amigos me falaram como sendo orgulho. Esse é o pecado. E é muito interessante porque você sabe que eu não penso em mim ou me iludo pensando que não sou uma pessoa orgulhosa porque nunca me olho no espelho e aplaudo”, explicou.

Wagner afirmou que desde junho conversa com os anciãos da igreja sobre como poderia corrigir seu comportamento, afirmando que os membros precisavam perdoa-lo por várias coisas, incluindo a necessidade de desacelerar em suas atividades.

“Preciso de seu tempo para pedir seu perdão por várias coisas. Primeiro, por não estar mais cedo e mais atento a mim mesmo especialmente durante esta temporada, mas por um tempo, talvez até anos eu soube que precisava apenas desacelerar. E fui encorajado a desacelerar, até tive oportunidades de desacelerar e, no entanto, nos últimos meses, tudo que fiz foi acelerar”, disse ele.

Sobre o período em que ficará afastado do púlpito, Wagner explicou que não se trata de uma licença remunerada, mas uma mudança em suas atividades, deixando de ensinar e liderar por um período, a fim de “pedir que o Senhor” o restaure.

“Não é uma licença remunerada para que eu possa ler, escrever e relaxar como recompensa por 20 anos de serviço. É um descanso temporário de ensinar e liderar e qualquer outra coisa no caminho de permitir que o Senhor me fortaleça, me restaure, e leva-me a um arrependimento cada vez maior”, disse.

Segundo o The Christian Post, o pastor reconheceu ter chegado a um ponto no ministério em que simplesmente não ouvia o suficiente a sua equipe de liderança e falhou em liderar “com a graça usual em meus relacionamentos com meus amigos mais próximos”.

“Tenho sido baixinho e irritadiço, às vezes estou invalidando, sou impaciente, o suficiente para que as pessoas percebessem a diferença e pior, não as ouvi quando me perguntavam e diziam coisas como ‘… você está bem?’”, ele lembrou.

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