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Policial criticado por citar Salmos 118 durante exercício: ‘Esse é o dia que o Senhor fez’

Um instrutor da Polícia Militar de Minas Gerais está sendo investigado por citar o Salmo 118:24 durante a introdução de um exercício de ordem-unida. O policial também fala sobre a responsabilidade de estar investido de autoridade e cumprir a vontade de Deus.

O vídeo circulou nas redes sociais e obrigou a Polícia Militar mineira a se posicionar através de nota oficial, dizendo que investigará se o instrutor descumpriu ou violou alguma regra da corporação.

Durante o exercício, o instrutor diz: “Esse é o dia que o senhor fez. Por isso devemos estar alegres, felizes, porque ele nos abençoou e nos trouxe até aqui. Entendido? Façam continência ao Senhor”.

Em seguida, o policial pondera que “foi o Senhor que abriu as portas para que estejamos aqui hoje” e ressalta a responsabilidade com o uso da farda: “Toda autoridade é instituída por Deus, e vocês, como autoridade policial militar, são servos do Senhor altíssimo, para fazer a vontade de Deus […] Em homenagem ao Deus todo poderoso, vamos fazer flexão […] Deus é bom. O tempo todo”.

A data do exercício, realizado na 11ª Companhia PM, em Montes Claros (MG), não foi esclarecida. O comandante-geral do 11º regimento de Polícia Militar (RPM), coronel Wanderlúcio Ferraz dos Santos, é quem assina a nota oficial.

“Chegou ao conhecimento deste Comando Regional, por meio de um vídeo postado em redes sociais, a realização de exercícios de ordem-unida, na 103ª Companhia de Ensino e Treinamento, subordinada ao Estado-Maior desta 11ª RPM, supostamente em desacordo com o preconizado nos manuais da PMMG”, introduz o comunicado.

“Informações preliminares imputam que a ação foi de iniciativa e conduzida deliberadamente por um militar pertencente à referida Companhia, sem que tenha sido planejada ou aquiescida pelo respectivo Comando”, acrescenta o texto, de acordo com informações do jornal Estado de Minas.

Ao final, o comunicado publicado no dia 15 de março, diz que a PM defende a liberdade religiosa: “Ressalte-se que assim que tomou conhecimento, o Comandante da Unidade determinou, de pronto, a instauração de procedimento para apuração dos fatos. Reafirmamos que a Policia Militar ratifica o seu respeito à pluralidade de crenças para a manutenção da democracia e dos direitos individuais e coletivos, e não coaduna com ações que tentam sobrepor a esse principio constitucional”.

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